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O sistema Linux evoluiu muito nesses 19 anos. Hoje são os fabricantes que nos procuram para perguntar que características queremos ver nas CPUs e placas, afirmam os desenvolvedores do núcleo do sistema (Kernel) durante a Linuxcon.

Sou usuário de Linux desde 1995 e, no começo, era bem complicado colocá-lo para funcionar. O fato de ser gratuito e ter que estudar sobre os componentes do micro para instalá-lo, agradava a comunidade técnica e espantava os usuários mais leigos. Hoje não é mais assim. Existem distribuições de Linux, como a Ubuntu, que são muito fáceis de instalar e operar. Tenho o Ubuntu em casa e ele reconhece minha máquina digital, tocador de mp3, pendrives, etc. Um usuário leigo pode muito bem instalá-lo sem dificuldades. Escuto algumas reclamações sobre reconhecimento de modems 3G e a compatibilidade de documentos entre os editores instalados no Linux (o OpenOffice, por exemplo) e o Microsoft Word. Para os modems, o fabricante tem que fazer um driver para que o Linux o reconheça; já para o caso dos documentos, não é culpa do sistema, mas sim da falta de um padrão aberto de edição de documentos. Já existem iniciativas para deixar o padrão aberto ODF como padrão ISO. Se você é um usuário sem necessidades de programas que só rodem em sistemas específicos, vale a pena dar uma olhada no Linux, já que não custa nada.

As particularidades do Linux criaram uma tendência de construção e distribuição de programas que permite ao usuário ter vários aplicativos na sua máquina sem custo.  Isso inclui: editores de texto, editores de imagens e de sons e muito mais. Não é preciso recorrer a pirataria para ter programas.

Como o Linux cresceu com a colaboração de várias pessoas, podemos enxergar como uma das primeiras redes sociais de escala global, onde Linus (o criador) seria um usuário de um Twitter ou Facebook de antigamente com milhares de seguidores. O caráter viral ajudou a divulgar rapidamente o projeto e a comunicação dos membros, a tirar dúvidas e melhorar cada vez mais o produto.

A própria Internet deve muito ao Linux, pois sem ele sites como o Flickr, Google, Facebook não teriam existido. Imaginem o quão difícil seria para os estudantes que os criaram terem que pagar em licenças para por seus sites no ar quando os recursos financeiros eram escassos.

Segundo Jim Zemlin, diretor executivo da Linux Foundation, se o Linux tivesse que ser reescrito do zero novamente e alguém tivesse que pagar por isso, o custo seria de 10,8 bilhões de dólares.

O Linux hoje pode ser encontrado em muitos lugares além de servidores e desktops:

  • em caixas de supermercados e farmácias;
  • em carros da BMW;
  • na produção de efeitos especiais de filmes como “Avatar” e “Titanic”;
  • na computação em nuvem (cloud computing);
  • em roteadores wireless;
  • aparelhos celulares;
  • em aparelhos de Tvs;
  • servidores web dos sites mais acessados (Yahoo!, Google, Facebook, etc.)

Por ser aberto e permitir que qualquer um o modifique de acordo com as suas necessidades, o Linux se tornou (em teoria) um produto ideal para o mercado, pois são os próprios consumidores que o personalizam, moldando-o do jeito que precisam.

Como ganhar dinheiro com o Linux

Existem formas de ganhar dinheiro com o Linux: programando, dando treinamento e consultorias. Muitas empresas montam produtos com o Linux e os vendem. Isso é permitido.  Para um estudante, não poderia haver algo melhor. Um estudante em início de faculdade pode aprender a programar e se candidatar a ser desenvolvedor voluntário do Linux. Isso trará muitos benefícios: aprendizado de técnicas de programação avançadas, participação em grandes projetos envolvendo muitas pessoas e (o mais importante) divulgação do trabalho para o mundo. Isso conta como boas referências em um currículo de um recém-formado com pouca experiência no mercado de trabalho.

Por haver muitas empresas também contribuindo com o código, elas observam o trabalho dos outros envolvidos e os acabam contratando. Dentro do Yahoo!, Google e Facebook existem vários desenvolvedores do Linux e de outros programas de código aberto trabalhando. Por serem vitrine e terem seu trabalho avaliado por todo mundo, acabam sendo bem pagos para ficarem onde estão.

O próprio Linus pensou que, por ser um bom programador, nunca iria lhe faltar trabalho e por isso decidiu não cobrar nada pelo sistema que criou.

No painel do evento foi dito que todas as portas estão abertas para qualquer um participar. Para os interessados, as dicas são: aprendam inglês para se comunicarem em projetos globais e a linguagem de programação C.

O futuro do Linux

Linus falou que não pensa ainda em se aposentar de trabalhar no Linux. Ele se mostrou muito satisfeito em ver sua invenção difundida pelo mundo e em projetos sociais, como no “One Laptop per Child” (Um computador por criança, em português). Pelo impacto que teve na indústria de Informática, foi comparado a Bill Gates e Steve Jobs, mas sem a conta bancária dos dois.

Venho acompanhado o Linux desde 1995 e acredito que ele ganhou a corrida em alguns setores por melhor se adaptar às mudanças. Não só de necessidades, mas de novos equipamentos. Exceto nos celulares da Microsoft, Nokia e Apple, a grande maioria usa sistemas baseados em Linux. E ele é o sistema que irá equipar TVs, conversores de TV digital e demais equipamentos. Quanto aos desktops e laptops,  a briga vai ser com o Windows, MacOS e o Linux. Pode ser que o mercado fique mais equilibrado entre os três ou que algum se sobressaia mais. Tudo depende das necessidades dos usuários e como as empresas irão responder a elas. Se o modelo gratuito de serviços, como estamos acostumados na Internet, migrar para o ramo dos sistemas operacionais e aplicativos,  as empresas terão que se adaptar. No final, vale a velha lei da Evolução de Darwin: “não são os mais fortes ou os mais inteligentes que sobrevivem, mas os que melhor se adaptam às mudanças”.

Para saber mais

- Livro escrito por Linus Torvalds sobre o projeto: Só Por Prazer – Bastidores da Sua Criação.

- Filme sobre oLinux: Revolution OS.

- Livros de programação: C in a Nutshell e Algorithms in C

- Sites: Linux Brasil, BR-LinuxUbuntu Dicas, Ubuntu-BR, Site oficial do Ubuntu.

 

Objetivos da Oficina Arquivo de Memória

 

No dia 18 de junho de 2010 foi apresentado no ITAE, pelo Técnico do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, André Bazzanella, o projeto de levantamento da memória viva da ciranda caiçara em Paraty, objetivando a formação de um acervo documental sobre a memória oral de seus mestres.  Em função desta reunião foi decidido que no âmbito do curso de Áudio e Vídeo do ITAE, supervisionado por Roque González, este trabalho seria realizado com a participação do grupo de jovens integrantes do curso de Áudio e Vídeo do ITAE.  Estes alunos serão os responsáveis pelas entrevistas e toda a documentação escrita, filmada, gravada e fotografada que comporão o primeiro conjunto de depoimentos para a formação de um Arquivo da Memórias Oral de Paraty.  O projeto contará com o apoio e orientação técnica do IPHAN.

Justificativa: A Ciranda de Paraty faz parte de um conjunto de manifestações culturais da população caiçara, denominação de grupo tradicional que outrora habitava o litoral brasileiro do Rio de Janeiro até o Paraná.  Este grupo guarda importantes traços culturais que remetem ao povoamento do litoral brasileiro.  O isolamento que a região sofreu, a partir da interiorização da economia do sudeste, com os ciclos do Ouro e do Café, permitiu que este grupo desenvolvesse uma série de manifestações culturais próprias, intimamente ligadas ao meio ambiente e a uma série de re interpretações dos sistemas culturais que integram a matriz da identidade cultural brasileira.

Em julho de 2010 foi realizada uma primeira reunião preparatória contando com a participação de representantes da maioria dos grupos de Ciranda de Paraty,  para que estes conhecessem e manifestassem seu desejo de participar deste projeto. Esta reunião ocorreu se deu na sede do Escritório Técnico do Iphan na Costa Verde, onde todos os presentes preencheram uma lista com nome, telefone e e-mail, para serem contatadas para a entrevista com filmagem.

Em 31 de julho de 2010, os alunos do ITAE iniciaram os trabalhos documentando o Festival de Música de Tarituba e gravando alguns depoimentos iniciais 

Última atualização (Dom, 22 de Agosto de 2010 15:23)

 

 

A organização é uma parceria entre a Secretaria de Turismo e Cultura, Promoção Social, Educação de Paraty e a Associação de moradores de Tarituba. Também patrocinaram Banco Arbi, BMG, e Carlão Supermercados.

A pequena vila vila de pescadores se localiza a 30 quilômetros de Paraty, e tem um acesso muito fácil desde a BR 101.

Prestigiaram o evento centenas de pessoas que moram em localidades vizinhas, e também de Barra Mansa, Volta Redonda .

O grupo de alunos do ITAE e o professor do Curso de Áudio e Vídeo prestaram sua colaboração desinteressada e filmaram com três câmeras o evento cultural.

A filmagem é cansativa pois o câmera men deve ficar em pé, atento fazendo capturas de imagem, que depois serão editadas. Parte do prêmio será um DVD onde o artista verá sua apresentação, e alguns trechos do show.

Os organizadores Andrea Lara, Paulinho Tarituba e J Claudio, trabalharam sem parar, antes, durante e depois para que tudo andasse nos trilhos.

As escolha dos finalistas entre 20 participantes, em estilo solo e banda musical, deu muito trabalho aos juizes que classificaram e premiaram os ganhadores:1º  prêmio tema samba“Amigo da onça”, 2º prêmio “Segunda Chance”,Autoria de Bruno Perez solista em viola caipira da localidade de Americana São Paulo, 3º  prêmio”Lágrimas da Natureza”, autor Paulo Matos, interpretada por Wolney Rocha que também ganhou o prêmio de melhor interprete.

Teve a participação de músicos de Paraty,  como Enrique Armengol, e Galileia que musicalizaram o poema de Flávio Araujo ''As canções que eu sei cantar”

Um evento cultural que moviliza a música e os músicos em todos os estilos e de todas as idades.

Também um show de poetas que encontram um incentivo para aprimorar suas obras.

Última atualização (Dom, 22 de Agosto de 2010 15:33)

 

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 Professor Marcos com alunos da terceira idade.

A comunidade Quilombola Campinho da Independência recebeu através do projeto Pontão de Cultura - gerenciado pela Associação Nhandeva - e do Serviço Federal de Processamento de Dados – SERPRO, um Telecentro Comunitário na Associação de Moradores da localidade.

“O objetivo é atender toda a comunidade, desde jovens até idosos”, informou o coordenador do Pontão de Cultura Digital Envolvimento Sustentável de Povos e Comunidades Tradicionais, Roque González.

O telecentro foi construído com materiais utilizados em construções tradicionais na comunidade, com barro e bambú. 

O professor de informática que foi cedido pela prefeitura Municipal de Paraty.

“Ele [o professor de informática] já trabalhou na escola da comunidade. O bom filho sempre a casa retorna”, declarou Vaguinho, presidente da Associação de Moradores, em relação à cessão do professor pela prefeitura Municipal.

A comunidade trabalha com software livre em todas as suas máquinas.

“Os jovens da comunidade receberão atenção especial. O objetivo é que eles obtenham mais competências para operar a rádio comunitária da comunidade e o site do quilombo”, finalizou Patrícia Solari, pedagoga da Associação Nhandeva.

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Alunos digitando texto sobre agricultura e cultura quilombola.

 

Aula de educação ambiental no telecentro

 

 Alunos em aula de educação ambiental.

 

Uma parceria entre a Prefeitura Municipal de Paraty e a Associação Nhandeva, coordenadora do projeto do Ministério da Cultura Pontão de Cultura Digital em Paraty, possibilitou a revitalização da Sala de Informática da Escola Municipal Parque da Mangueira.

“É de suma importância a informática para todos, quanto mais para as crianças. A informática não é um recurso do futuro, é do presente, está em todos os lugares” falou o professor do 4º ano, Leandro Costa.

“O conteúdo trabalhado aqui nas aulas de informática é atrelado ao conteúdo pedagógico da Escola, isto foi um pedido da secretária [de Educação] Elizete e da diretora [da Escola] Flora”, informou o professor de informática Marcos Campos.

“A sala de informática é ótima, bem estruturada. Estamos aqui para deixarmos a sala em condições para as aulas iniciarem”, disse Marcel Bulhões, jovem aprendiz do Projeto Pontão de Cultura, quando estava, juntamente com a equipe da Associação Nhandeva, fazendo os últimos reparos antes da aula inaugural.

Para Roque González, o envolvimento sustentável, e com isso o desenvolvimento, passa pelo o uso do computador.  

“É muito legal que as crianças possam ter contato com o computador. Os alunos estavam reivindicando isto”, explicou a inspetora Vera Lúcia Ferreira.

Semanalmente são atendidas cerca de 300 alunos da escola.

Roque e Marcos configurando o roteador do telecentro.

Equipe configurando equipamentos no telecentro.

Última atualização (Sex, 13 de Agosto de 2010 13:06)

 
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